O que é IOF? Entenda como ele afeta suas finanças e pagamentos internacionais
Você já se perguntou o que é IOF e como ele afeta suas transações financeiras?
Esse imposto federal é aplicado em diversas operações financeiras no Brasil, incluindo empréstimos, investimentos, câmbio e compras internacionais.
Entender o que é IOF, como ele é calculado e em quais situações ele é cobrado é essencial para quem lida com operações bancárias e internacionais.
Neste artigo, vamos explicar de forma clara e objetiva o que significa IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), para que ele serve, quando ele é cobrado e como ele impacta os custos de suas transações, especialmente quando se trata de pagamentos internacionais.
Ah, será que tem como não pagar IOF?
Também falamos sobre isso. Acompanhe!
O que é IOF?
O IOF é um tributo federal cobrado sobre diversas transações financeiras realizadas no Brasil, tais como operações de crédito, câmbio, seguros e até investimentos, variando conforme o tipo de transação.
Este imposto se classifica como indireto, ou seja, ele é pago pelo consumidor final, mas quem o recolhe é a instituição financeira ou outra entidade responsável pela operação.
O valor arrecadado é destinado ao governo federal e é utilizado para regular a economia, controlar a inflação e incentivar ou desestimular determinadas práticas financeiras.
Mais adiante neste texto, para nos aprofundar sobre o que significa IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), veremos que sua alíquota pode variar, dependendo da operação.
No contexto de pagamentos internacionais, o IOF se torna um ponto importante, já que ele pode afetar significativamente o custo total da operação.
Qual a alíquota do IOF?
A alíquota do IOF pode variar conforme o tipo de operação financeira realizada. Existem operações isentas, por exemplo, e transações com alíquota de 1,1% ou de 3,5%.
Para entender o que é IOF para a sua realidade, confira a tabela abaixo, que compara as alíquotas do IOF antes e depois do Decreto nº 12.499/2025 e da decisão do STF, para uma visão clara das mudanças ao longo do tempo:
Operação | Antes do Decreto nº 12.499 e da decisão do STF | Depois do Decreto nº 12.499 e da decisão do STF |
Cartões internacionais (crédito, débito, pré-pagos) | 3,38% (com redução gradual até 2028) | 3,5% |
Remessa para conta no exterior (gastos pessoais) | 1,1% | 3,5% |
Remessa para conta no exterior (investimentos) | 0,38% | 1,1% |
Compra de moeda estrangeira (em espécie) | 1,1% | 3,5% |
Empréstimos curto prazo | 1,1% | 3,5% |
Crédito PJ | Máxima de 1,88% ou 0,88% (Simples Nacional) e isento para cooperativas | 0,38% + 0,0082% ao dia sem distinção de regimes |
Cooperativas | Isento | Isento |
FIDC | Isento | 0,38% na aquisição de cota primária |
Risco sacado | Isento | Isento |
Aportes em VGBL e similares (2025) | Isento | 5% sobre excedente a R$ 300 mil. |
Aportes em VGBL e similares (2026) | Isento | 5% sobre excedente a R$ 600 mil. |
Esses ajustes no tributo são importantes para quem lida com operações financeiras, principalmente em um cenário de pagamentos internacionais, já que a alíquota do IOF pode afetar diretamente o custo da transação.
Linha do tempo das mudanças no IOF
Atualmente, para entender o que significa IOF do governo federal, é preciso conhecer a linha do tempo das mudanças no tributo.
Em 2007, foi publicado o Decreto nº 6.306, que regulamentou de forma abrangente o IOF, estabelecendo regras para operações de crédito, câmbio, seguro e títulos.
Anos depois, em 2021, diante da crise econômica provocada pela pandemia, o governo promoveu uma redução temporária das alíquotas para estimular a atividade financeira e facilitar o acesso ao crédito.
Já em 2022, com o fim das medidas emergenciais, houve o restabelecimento das alíquotas originais, retomando o padrão anterior e encerrando o período de flexibilização fiscal.
As mudanças mais significativas ocorreram em 2025, com a edição do Decreto nº 12.499/2025, que elevou as alíquotas em operações financeiras como medida de ajuste fiscal.
No mesmo mês, em junho de 2025, o Congresso Nacional derrubou o decreto presidencial, aprovando o Decreto Legislativo nº 176/2025 e impondo derrota histórica ao governo. Foi a primeira vez em 33 anos que um decreto presidencial foi derrubado pelo Congresso.
No entanto, em julho, o Supremo Tribunal Federal, por decisão do ministro Alexandre de Moraes na ADC 96, manteve a maior parte do decreto presidencial, mas exclui operações de risco sacado da cobrança, preservando isenção para empresas.
Portanto, atualmente a alíquota para cartões internacionais e remessa para conta no exterior (gastos pessoais) é de 3,5%.
Para que serve IOF?
O entendimento sobre o que é IOF passa pela compreensão sobre suas principais funções, como regulação da economia, tributação de operações financeiras e desestímulo a práticas financeiras indesejadas.
A seguir, explicamos como o tributo cumpre cada uma dessas funções.
Regular a economia
O IOF é uma ferramenta importante que o governo usa para controlar a economia.
Por ser um imposto de alta flexibilidade, ele pode ser ajustado conforme as necessidades econômicas do país, como o controle da inflação ou a movimentação do mercado financeiro.
Quando o governo deseja aumentar a liquidez na economia, ele pode reduzir as alíquotas do tributo, incentivando o consumo e a movimentação de dinheiro.
Por outro lado, se a economia estiver superaquecida ou se a inflação estiver alta, ele pode aumentar a alíquota, desestimulando gastos excessivos e operações financeiras rápidas.
Essa flexibilidade ajuda a garantir que o governo tenha ferramentas para influenciar o fluxo de dinheiro e ajudar a estabilizar a economia nacional, tornando o Imposto sobre Operações Financeiras uma peça-chave na política monetária brasileira.
Tributar operações financeiras
Como apontamos ao explicar o que significa IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), um de seus principais objetivos é o de tributar as operações financeiras realizadas no Brasil.
Ele incide sobre diversos tipos de transações financeiras, como empréstimos, financiamentos, câmbio e seguros.
A ideia é que, ao tributar essas operações, o governo arrecade recursos que podem ser utilizados para diversos fins, como investimentos em infraestrutura ou programas sociais.
Além disso, essa tributação tem um papel regulatório, pois permite ao governo controlar o volume de crédito circulante e as operações de câmbio.
Isso ajuda a evitar o endividamento excessivo da população e a movimentação de grandes volumes de dinheiro de maneira descontrolada.
Desestimular certas operações
Outra função importante do tributo federal é desestimular certas operações financeiras que o governo considera prejudiciais ou que podem criar desequilíbrios na economia.
Por exemplo, o IOF para operações de crédito de curto prazo, como os empréstimos pessoais rápidos, é de 3,5%. Isso faz parte de uma estratégia para reduzir o endividamento da população e evitar o consumo excessivo de crédito.
Além disso, o imposto também pode ser utilizado para desestimular a especulação financeira, especialmente em mercados de câmbio e investimentos.
Ao aumentar a alíquota do IOF sobre transações de câmbio, o governo pode tornar a compra de moeda estrangeira mais cara e, assim, reduzir a pressão sobre o mercado de câmbio.
Portanto, o tributo não só serve para arrecadar recursos, mas também como uma ferramenta de controle econômico, ajudando a manter a estabilidade financeira no país.
Quando IOF é cobrado?
O IOF é cobrado em diversas situações envolvendo operações financeiras, como empréstimos, câmbio, cartões de crédito internacionais e investimentos.
Empréstimos e financiamentos
Se você já se perguntou o que significa IOF de financiamento, é basicamente o tributo sobre operações de crédito, como empréstimos pessoais, financiamento de veículos ou imóveis.
A cobrança visa controlar a oferta de crédito e garantir a estabilidade do sistema financeiro.
Algumas características do IOF de financiamento:
Sua alíquota varia conforme o tipo de operação;
Incide sobre o valor total do crédito liberado ao consumidor;
É calculado com base no valor financiado e na duração do contrato;
É aplicado no momento da contratação do crédito, seja para pessoas físicas ou jurídicas;
Pode ser ajustado pelo governo, dependendo de políticas econômicas, afetando diretamente o custo de tomar crédito no país.
Vale destacar ainda que, em alguns casos, como financiamentos de veículos ou imóveis, o imposto pode ter um valor fixo ou ser reduzido conforme o perfil do tomador ou a linha de crédito escolhida.
De qualquer maneira, ao entender o que é IOF de financiamento, você compreende a importância de se atentar à alíquota antes de contratar o crédito.
Afinal, ela pode impactar diretamente o valor final do financiamento, tornando a operação mais cara para o consumidor.
Cartão de crédito internacional
O IOF também é cobrado quando você realiza compras no exterior ou em moeda estrangeira usando um cartão de crédito internacional.
O imposto incide sobre o valor da transação e, em operações internacionais, a alíquota é de 3,5%.
Ele é aplicado tanto em compras físicas em outros países quanto em compras online feitas em plataformas estrangeiras. Isso significa que, ao utilizar seu cartão de crédito para pagar em moedas estrangeiras, você estará sujeito a esse imposto.
Esse imposto é importante para controlar o fluxo de recursos que saem do país, sendo uma das formas que o governo tem de influenciar o mercado de câmbio e equilibrar a economia.
Leia também: Top 6 melhores cartões internacionais: como escolher o ideal para você
Câmbio
Quando você realiza uma operação de câmbio, como a compra de moeda estrangeira para viagens internacionais, o IOF também é cobrado.
O imposto incide sobre o valor da moeda comprada, com alíquotas que variam dependendo da operação.
Portanto, ao realizar compras de moeda estrangeira, seja em uma casa de câmbio ou no banco, o IOF é automaticamente aplicado, elevando o custo da operação.
Esse imposto é uma forma de regular o mercado de câmbio e evitar desequilíbrios na economia.
Investimentos
A compreensão sobre o que é IOF também inclui entender que ele pode ser cobrado sobre investimentos, especialmente aqueles com prazos curtos, como fundos de renda fixa e alguns tipos de aplicações financeiras.
Neste caso, a alíquota pode variar conforme o tipo de investimento e o tempo de aplicação.
Para investimentos de curto prazo, o IOF tende a ser mais alto, sendo cobrado proporcionalmente ao tempo que o recurso permanece aplicado.
Após 30 dias de aplicação, a cobrança do imposto diminui progressivamente, tornando-se zero após o período de 30 dias.
O objetivo do IOF sobre investimentos é, entre outros fatores, desencorajar a especulação de curto prazo, ajudando a estabilizar o mercado financeiro e incentivando aplicações de longo prazo.
Agora que você entendeu o que é IOF e quando ele é cobrado, vamos mergulhar em como o imposto afeta pagamentos internacionais.
Como IOF afeta pagamentos internacionais?
O IOF incide diretamente sobre os pagamentos internacionais, seja em compras com cartão de crédito, débito ou pré‑pago, na compra de moeda estrangeira ou em transferências para o exterior.
Por exemplo, ao usar seu cartão de crédito internacional em uma loja fora do Brasil, o IOF é cobrado sobre o valor da transação.
Atualmente, a alíquota é de 3,5%.
Isso significa que, em uma compra de US$ 1000, considerando o dólar a R$ 5,50, o valor da transação seria de R$ 5.500,00, e o IOF corresponderia a R$ 192,50.
Além disso, ao comprar dólares em espécie ou realizar remessas pessoais para o exterior, o IOF também é aplicado na mesma alíquota de 3,5%, o que aumenta o custo final da operação e deve ser considerado no planejamento financeiro.
Como calcular IOF?
O cálculo do IOF depende do tipo de operação e da alíquota vigente. Mas basta multiplicar o valor da transação ou do crédito pela alíquota aplicável à operação.
Para compras internacionais com cartão de crédito, o cálculo é simples: basta multiplicar o valor da transação pela alíquota de 3,5%.
Por exemplo, se você realizar uma compra de US$ 500, com o dólar a R$ 5,50, o valor da compra em reais será de R$ 2.750,00. Aplicando a alíquota de 3,5%, o IOF será de R$ 96,25.
No caso de um empréstimo para pessoa jurídica de R$ 10.000,00, o IOF inicial será de R$ 38,00 (0,38% sobre o valor liberado). Além disso, incidirá a alíquota diária de 0,0082% sobre o saldo devedor, que varia conforme o prazo e o pagamento das parcelas.
Já em investimentos de curto prazo, o tributo é regressivo: se o resgate ocorrer antes de 30 dias, a cobrança será maior, diminuindo progressivamente até chegar a zero após esse período.
Entendeu o que é IOF e como calcular o imposto? Após ver os exemplos, é possível perceber que há um impacto relevante do tributo em nosso bolso.
E será que tem como não pagar IOF?
Como não pagar o IOF?
Evitar o pagamento do IOF em algumas transações pode ser um desafio, mas há formas de reduzir ou eliminar esse custo.
Por exemplo, para compras internacionais, você pode buscar alternativas que não envolvam o uso de cartão de crédito, como transferências diretas via plataformas que ofereçam isenção do IOF.
Uma boa alternativa para evitar o IOF nas transações internacionais é utilizar o OKX Pay, uma conta global com IOF zero.
O OKX Pay oferece uma plataforma de pagamentos centrada no dólar digital (stablecoins) que permite realizar transações globais com criptomoedas de forma rápida e sem taxas adicionais.
Isso significa que não há cobrança de IOF em pagamentos internacionais, o que representa uma economia significativa em comparação com métodos tradicionais, como cartões de crédito internacionais.
Se você quer evitar o IOF e realizar pagamentos internacionais de forma mais econômica, experimente o OKX Pay.
Com IOF zero, essa solução se torna uma alternativa eficiente e vantajosa para quem realiza transações globais com criptomoedas.
Acesse OKX Pay e comece agora a aproveitar os benefícios!
Cuidado: o IOF impacta suas finanças
Entender o que é IOF é fundamental para quem realiza operações financeiras no Brasil, sejam elas empréstimos, investimentos, câmbio ou compras internacionais.
Esse imposto federal funciona como uma ferramenta de regulação econômica, capaz de incentivar ou desestimular determinadas práticas conforme a necessidade do governo.
Ao longo dos anos, suas alíquotas passaram por diversas mudanças que impactam diretamente o custo de transações internacionais e de crédito.
Por isso, é importante entender que o IOF não é apenas uma forma de arrecadação, mas também um instrumento de política econômica que influencia o bolso do consumidor e a dinâmica do mercado financeiro.
Há, entretanto, alternativas para realizar pagamentos internacionais de forma mais econômica, como o OKX Pay, que oferece IOF zero em suas transações.
Com o Pay, você pode realizar transferências internacionais rápidas e seguras, sem o impacto do IOF.
Entenda melhor como funciona o Pay!
Perguntas Frequentes
Como não pagar o IOF?
Para evitar o pagamento de IOF em algumas transações, é possível buscar alternativas como utilizar plataformas que não cobram esse imposto em pagamentos internacionais. A o OKX Pay, por exemplo, permite realizar transferências diretamente com criptomoedas sem cobrança do tributo nas transações.
Quanto é o IOF de R$ 1000?
O valor do IOF para uma transação de R$ 1000 depende do tipo de operação. Por exemplo, em compras internacionais com cartão de crédito, a alíquota do IOF é de 3,5%, o que significaria R$ 35,00 de IOF sobre essa transação.
O que é IOF e quando é cobrado?
O Imposto sobre Operações Financeiras é cobrado no momento da operação em diversas transações como empréstimos, financiamentos, câmbio, cartões de crédito e investimentos.
© 2025 OKX. Este artigo pode ser reproduzido ou distribuído na íntegra, ou trechos de até 100 palavras podem ser usados, desde que não haja fins comerciais. Caso o artigo completo seja reproduzido ou redistribuído, é obrigatório informar claramente: “Este artigo é © 2025 OKX e está sendo utilizado com permissão.” Trechos permitidos devem citar o nome do artigo e incluir a atribuição, como: "Nome do artigo, [nome do autor, se aplicável], © 2025 OKX." Alguns conteúdos podem ter sido criados com o apoio de ferramentas de inteligência artificial (IA). Não são permitidos trabalhos derivados ou outros usos deste artigo.









