Por que o Bitcoin subiu de novo? A volta aos US$ 81 mil
Atualizado em 04/09/2026
O Bitcoin fechou a semana em alta depois de um caminho em zigue-zague. A semana começou com pressão dupla: expectativa de juros mais altos nos EUA e a guerra com o Irã escalando de novo, o que derrubou o BTC até a faixa dos US$ 77 mil na quarta-feira. A virada veio na quinta: o diretor do Fed Chris Waller sinalizou disposição de manter os juros parados, os ETFs de Bitcoin registraram a maior entrada diária em nove meses e o BTC abriu esta sexta a US$ 81.271,92, a maior abertura desde 12 de maio, à espera do relatório de empregos de agosto.
Por que o Bitcoin subiu: o resumo da semana
Segunda-feira (31/08): queda, com a expectativa de juros mais altos pressionando os preços, segundo o Yahoo Finance.
Terça-feira (01/09): nova queda, com as preocupações de inflação persistindo, conforme o Yahoo Finance.
Quarta-feira (02/09): os preços despencaram quando a guerra com o Irã voltou a escalar, segundo o Yahoo Finance, levando o BTC à faixa dos US$ 77 mil.
Quinta-feira (03/09): abertura em US$ 77.310,77 e recuperação ao longo do dia, mesmo com o petróleo subindo, conforme o Yahoo Finance. À noite, as falas de Waller mudaram o tom.
Sexta-feira (04/09): abertura em US$ 81.271,92, alta de 5,1% sobre quinta e a maior desde 12 de maio, sustentada pelo recorde de entradas nos ETFs, segundo o Yahoo Finance. Às 9h30, o relatório mensal de empregos dos EUA de agosto veio três vezes acima do esperado, 162 mil vagas contra 53 mil projetadas, e o BTC caiu cerca de 2%, recuando para menos que US$ 80 mil, conforme o CoinDesk.
Tabela de preço da semana
Para saber quanto vale o Bitcoin hoje em tempo real, em dólar e em real, acesse a página de negociação spot BTC/USDT da OKX.
Por que o Bitcoin subiu: a semana em números (31 a 04/09)
Motivo 1: Waller destravou o mercado e os ETFs responderam
O alívio da semana tem nome e sobrenome. Na quinta-feira, o diretor do Fed Chris Waller afirmou que o relatório de inflação da próxima semana é o que vai definir seu voto entre manter os juros parados ou subi-los, e a simples possibilidade de manutenção foi suficiente para animar o mercado. No cenário atual, em que parte do mercado chegou a precificar uma alta de juros preventiva, "manter" virou a leitura otimista.
A resposta institucional foi imediata: os ETFs de Bitcoin receberam US$ 730 milhões em um único dia na quinta-feira, a maior entrada desde janeiro, segundo o 24/7 Wall St., empurrando o BTC de volta aos US$ 81 mil. É o mecanismo do nosso guia de como a decisão do Fed afeta o Bitcoin em ação: o preço se move na expectativa, antes de qualquer decisão formal.
Motivo 2: a queda causada pela guerra parou nos US$ 77 mil
A virada só veio depois do susto. A guerra com o Irã voltou a escalar na quarta-feira e o BTC caiu à faixa dos US$ 77 mil, enquanto o petróleo subia e reacendia o medo de inflação. O mecanismo é o que explicamos no guia de como a guerra afeta o preço do Bitcoin.
O lado bom apareceu no dia seguinte. A faixa dos US$ 77 mil, a mesma região da disparada de duas semanas atrás, funcionou como piso: a recuperação começou já na quinta-feira, antes mesmo das falas de Waller. Quando uma queda causada por choque geopolítico é recomprada em 24 horas, o sinal costuma ser de compradores esperando um recuo para entrar, e foi o que aconteceu nesta semana.
Motivo 3: o payroll veio três vezes acima do esperado
A edição passada avisou: com Warsh reduzindo a orientação futura, cada dado econômico ganharia peso extra. A primeira prova foi o relatório de empregos de agosto, divulgado nesta sexta às 9h30 (horário de Brasília), o último antes da reunião do Fed de 15 e 16 de setembro.
O dado surpreendeu com força: 162 mil vagas criadas, três vezes o consenso de 53 mil e a maior alta mensal desde março, com desemprego estável em 4,1%, segundo o CNBC. Para o mercado, economia aquecida significa menos motivo para o Fed segurar os juros: os rendimentos dos títulos americanos subiram na hora e o BTC caiu cerca de 2%, saindo de US$ 81,6 mil para a casa dos US$ 79,8 mil, conforme o CoinDesk. O alívio que Waller tinha dado na quinta durou até o primeiro dado forte. É exatamente o novo regime que descrevemos: sem orientação futura, cada número mexe no jogo.
Um contexto que ajuda a calibrar as expectativas: desde 2020, o Bitcoin se move em média apenas 2,1% em dias de payroll, e fechou em alta em 39 das 79 divulgações, praticamente uma moeda ao ar, segundo levantamento do CoinDesk. O dado importa mais pelo que muda na expectativa de juros do que pelo movimento do dia.
O inverno cripto acabou?
Com a volta aos US$ 81 mil, a pergunta apareceu até em manchete: analistas ouvidos pelo Yahoo Finance avaliam que "o inverno cripto está perto de acabar". Os números do mês sustentam o otimismo: alta de 28% em 30 dias, e a semana mostrou um mercado que compra as quedas.
O contraponto honesto continua o mesmo das últimas edições: o BTC ainda negocia 27% abaixo do nível de um ano atrás e 36% abaixo da máxima histórica de US$ 126.198. E a semana que vem tem o evento que Waller apontou como decisivo: o relatório de inflação, dias antes da reunião do Fed de 15 e 16 — que por sinal coincide com a votação do CLARITY Act no Senado. Este artigo não faz previsões; a próxima edição cobre esse cruzamento raro de agenda.
Como negociar BTC na OKX
Crie sua conta na OKX e conclua a verificação de identidade.
Deposite reais via Pix — veja o guia do depósito Pix na OKX — ou transfira cripto para sua conta.
Acesse o par BTC/USDT na negociação spot.
Defina o valor e confirme a operação.
Conclusão
A resposta para por que o Bitcoin subiu se montou ao longo da semana: o mercado testou o piso dos US$ 77 mil sob pressão de guerra e juros, encontrou compradores, e a sinalização de Waller transformou a recuperação em disparada com recorde nos ETFs. O payroll forte de sexta devolveu parte do ganho e confirmou o que a edição passada antecipou: sem a orientação futura do Fed, cada dado econômico mexe no preço na hora. Três semanas depois do rompimento dos US$ 62 mil, a disputa agora é pela faixa dos US$ 80 mil.
A próxima edição cobre a semana mais carregada do semestre: relatório de inflação, reunião do Fed e votação do CLARITY Act — três gatilhos em cinco dias. Acompanhe o preço em tempo real nos pares BTC/USDT e BTC/BRL na OKX.
Leia também
Como a guerra afeta o preço do Bitcoin — o mecanismo por trás do tombo de quarta-feira
Como a decisão do Fed afeta o Bitcoin e o mercado cripto — para entender o peso da reunião de 15 e 16 de setembro
Como saber se tenho bitcoins: onde procurar e como recuperar — para quem comprou no passado e quer reencontrar os ativos
Perguntas frequentes
Pela combinação da sinalização de juros parados pelo diretor do Fed Chris Waller, que destravou a maior entrada diária em ETFs de Bitcoin em nove meses, com a defesa do suporte nos US$ 77 mil após o tombo causado pela nova escalada da guerra com o Irã.
Pelo choque geopolítico: a guerra com o Irã voltou a escalar, os preços de cripto caíram e o petróleo subiu. A queda foi recomprada em cerca de 24 horas, com o BTC saindo dos US$ 77 mil de volta aos US$ 81 mil até sexta.
O dado forte (162 mil vagas, três vezes o esperado) reacendeu a possibilidade de alta de juros na reunião do Fed de 15 e 16 de setembro, e o BTC recuou cerca de 2% na primeira hora. O movimento ficou dentro da média histórica — o BTC se move 2,1% em dias de payroll —, mas a decisão agora depende do relatório de inflação da próxima semana.
Nesta sexta-feira (04/09/2026), o BTC abriu a US$ 81.271,92, a maior abertura desde 12 de maio, e recuou para a casa dos US$ 79,8 mil após o payroll — ainda com alta de 28% em um mês. Para o valor em tempo real em dólar e em real, consulte a página de negociação da OKX.
© 2025 OKX. Este artigo pode ser reproduzido ou distribuído na íntegra, ou trechos de até 100 palavras podem ser usados, desde que não haja fins comerciais. Caso o artigo completo seja reproduzido ou redistribuído, é obrigatório informar claramente: “Este artigo é © 2025 OKX e está sendo utilizado com permissão.” Trechos permitidos devem citar o nome do artigo e incluir a atribuição, como: "Nome do artigo, [nome do autor, se aplicável], © 2025 OKX." Alguns conteúdos podem ter sido criados com o apoio de ferramentas de inteligência artificial (IA). Não são permitidos trabalhos derivados ou outros usos deste artigo.









